Você sabe como identificar um risco? E sabe como gerenciá-los?
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Matriz de Aspectos e Impactos: qual a sua relevância?

Em geral, tendemos a pensar sempre nos aspectos e impactos negativos que uma empresa causa ao meio ambiente — como desmatamento, o não reflorestamento ou rompimento de barragens. Entretanto, uma empresa quando utiliza dos recursos naturais, de forma consciente, ela é capaz de interagir beneficamente com o meio ambiente e ainda crescer de forma sustentável.

Antes de darmos prosseguimento ao assunto, aqui abordado, é importante falarmos sobre a definição de aspectos e impactos ambientais, num conceito simplista. Os aspectos e impactos podem ser definidos como causa x consequência.

Os aspectos ambientais são por definição, as interações entre as operações da empresa e o meio ambiente, sejam elas maléficas ou benéficas. Já os impactos ambientais são, por definição, todas as possíveis modificações causadas no ambiente pelas operações de uma empresa, sejam elas também, benéficas ou maléficas.

Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais – LAIA

Uma das atividades mais importantes da gestão ambiental é a execução do LAIA – Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais. Em outras palavras, a listagem e análise de todos os aspectos da operação de uma empresa que de algum modo, podem afetar o meio ambiente.

O levantamento de aspectos e impactos ambientais envolverá amplo gerenciamento, portanto, é necessário que toda a organização esteja envolvida com o planejamento e a execução de atividades, a fim de facilitar os processos internos.

O gestor responsável deve ser hábil para lidar não apenas com aspectos técnicos da gestão ambiental, como também deverá gerenciar pessoas e lidar com a comunidade que vive em torno da empresa, para a qual ele realizará o LAIA. Se a empresa não tiver nenhum especialista em gestão ambiental, ela pode contratar uma empresa de consultoria ambiental — tomando o cuidado de confiar o serviço a alguém com experiência no ramo, caso contrário, estará assumindo uma série de riscos não controlados.

Embora no Brasil não haja nenhuma lei, que obrigue uma empresa a realizar o levantamento de seus aspectos e impactos ambientais, é fato que a sua execução traga uma série de benefícios. Dentre eles um bom relacionamento entre empresa e Estado, uma vez que podem ser evitadas notificações e multas por descumprimento da nossa legislação ambiental, ressalta-se que a rigorosidade das leis. Além disso, todo o cuidado da organização impactará, direta ou indiretamente, a comunidade local e por conseguinte toda a sociedade.

Matriz de Aspectos e Impactos

O LAIA é feito através de uma  matriz de aspectos e impactos ambientais, que terá como objetivo a criação e o gerenciamento de planos de ação para cada um deles.

Primeiro, lista-se os aspectos e impactos ambientais pertinentes às atividades da empresa, e posteriormente tais dados são catalogados e separados. A partir daí, cruza-se os dados da planilha e faz-se a avaliação deles sob a perspectiva da metodologia FMEA (Failure Mode ans Effect Analysis, ou Análise dos Modos de Falha e seus Efeitos), uma ferramenta que tem o objetivo evitar possíveis problemas durante um processo industrial.

O método realiza uma análise de falhas potenciais e suas respectivas ações de melhoria, focando principalmente em prevenção, palavrinha essencial, quando falamos em aspectos e impactos ambientais.

O uso dessa metodologia não é obrigatório, pois existem várias outras que podem ajudar seu negócio no Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais. Portanto, a escolha da metodologia a ser usada fica a critério de cada empresa.

Chernobyl: e se fosse hoje?

O LAIA também é importante para a gestão de riscos de qualquer operação, pois o desconhecimento ou o não tratamento de uma não conformidade pode resultar em acidentes com potenciais riscos ao meio ambiente.

O canal HBO lançou neste ano o seriado Chernobyl, uma dramatização daquele que é considerado maior desastre nuclear da história. Embora o seriado da TV esteja repleto de licenças artísticas, ele é um bom exemplo de como a ausência da gestão de aspectos e impactos ambientais pode piorar as proporções de um desastre.

O reator número quatro da usina em Pripyat, Ucrânia, explodiu no longínquo ano de 1986, época em que muitas empresas não davam tanta atenção assim aos aspectos e impactos ambientais. Numa cena emblemática no seriado, logo após o acidente, os principais administradores de Chernobyl se reúnem num bunker para discutir o caso.

Praticamente todos à mesa desconhecem as reais condições do desastre e, de início, apenas demonstram preocupação em esconder o fato da população, amenizando sua gravidade; não há nenhuma preocupação em resolver o problemas ou mitigar suas consequências. O único engenheiro que se mostra realista é imediatamente rechaçado e desacreditado.

Nós da Verde Ghaia, recomendamos muito a minissérie de quatro episódios, pois é uma aula sobre os piores erros que se pode cometer em uma gestão de análise de riscos.

Se houvesse um bom plano de aspectos e impactos ambientais, talvez o acidente na usina de Chernobyl nem mesmo tivesse ocorrido. Ou, caso a explosão fosse mesmo inevitável, muito provavelmente a empresa estaria mais preparada para situações de emergência. Haveria um plano de ação em caso de desastre — o qual incluiria treinamento e evacuação para a população de Pripyat –, bem como ações para amenizar os impactos ambientais na região.

Até hoje, a exposição à radiação vem ocasionando danos genéticos e taxas mais altas de mutações em muitos organismos da região. As aves e mamíferos de Chernobyl têm cataratas nos olhos e cérebros menores, e até 40% dos pássaros machos encontram-se completamente estéreis.

ISO 14001:2015

As empresas que desejam conquistar o selo ISO 14001 também devem ficar atentas ao gerenciamento de seus aspectos e impactos ambientais, que inclusive é abordado na norma 14001 e que deve ser seguido à risca.

Contudo, mesmo que não haja interesse na ISO 14001, é recomendável que toda empresa realize o levantamento de seus aspectos e impactos ambientais, pois hoje é comum as empresa solicitarem a apresentação do LAIA para firmar contratos de parceria.

Além disso, a maioria dos gestores e acionistas deseja conhecer os possíveis impactos econômicos gerado pelo aspecto e impacto ambiental — afinal um passivo ambiental pode prejudicar a atividade e influenciar tomadas de decisão. No mais, ignorar a relação das empresas com o meio ambiente não é mais aceitável no mercado atual. Não estamos mais em 1986.

Quer saber mais detalhes de como fazer o seu Levantamento de Aspectos e Impactos? Fale conosco!


Assista ao Café Conectado sobre Aspectos e Impactos Ambientais


Como tornar a sua Gestão de Riscos mais eficiente?

Se você usa por exemplo planilhas de Excel para fazer a gestão de riscos para sua empresa, a chance de encontrar muitos problemas no meio do caminho é muito grande. Provavelmente algo pode passar despercebido e comprometer toda a análise final e assim prejudicar a tomada de decisão sobre o que corrigir.

Como tornar a sua Gestão de Riscos mais eficiente?

Uma planilha de Excel pode ser também corrompida, e todo o seu trabalho pode ter sido desperdiçado, tendo que fazer tudo novamente. Perceba quanto tempo perdido com retrabalho que você tem.

Gestão com base em Indicadores de Conformidade

Hoje é possível melhorar seus resultados com base em indicadores em conformidade às necessidades da organização sem ter muito trabalho e nem precisar de muita capacitação para tanto. Ao mesmo tempo, você pode agilizar seus processos internos e gerenciar suas demandas de forma rápida e ágil, reduzindo, significativamente, seu tempo.

Você será eficaz, diminuindo as chances de erros, possuindo uma mentalidade de riscos para transformá-los em oportunidades, e prevenindo ações em vez de remediá-las. Sem dúvida, vai se destacar entre tantas outras empresas, gerando resultados e contribuindo para o crescimento da organização.

Como isso é possível? Através do SOGI, o mais moderno software online de gestão integrada da Verde Ghaia, que possui um Módulo exclusivo desenvolvido especialmente para te ajudar no gerenciamento de riscos e oportunidades de seu negócio: o Módulo GRC – Governança, Risco e Compliance.

Buscar especialistas é essencial para gerir os riscos de maneira eficaz e a Verde Ghaia tem experiência de mais de 20 anos no mercado de assessoria em Gestão Integrada, especializada nas áreas de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho, Responsabilidade Social, Qualidade, Segurança de Alimentos, Sustentabilidade e Mudanças Climáticas.

A Verde Ghaia possui mais de 2 mil clientes dos mais diversos segmentos, atuando no Brasil e no exterior, e conta com consultores especializados que trabalham com o que há de mais moderno em sistemas de gestão.

Quer saber mais? Entre em contato conosco para começar agora mesmo a ter todas as vantagens de uma gestão de riscos eficaz.

Como evitar os Riscos e ainda conseguir medir, reduzir e mitigá-los?

Quando se tem conhecimento dos tipos de riscos que podem acontecer em seu negócio, fica mais fácil de evitá-los e agir de maneira a preveni-los antes que aconteça. E então entra a gestão de riscos.

Gestão de riscos é “o processo pelo qual o risco é medido ou estimado e as estratégias são desenvolvidas para evitá-lo, reduzi-lo ou mitigá-lo”.

Através da gestão de riscos você lida com as incertezas e com a probabilidade da ocorrência de um dano e suas consequências, avaliando-as para que as melhores decisões possam ser tomadas de forma antecipativa e preventiva, priorizando riscos que são mais prováveis que aconteçam ou os mais graves.

Agindo dessa maneira você vai conhecer, antes, quais medidas tomar para que o risco seja evitado ou minimizado, e também quais os custos para isso.

Gestão de Riscos: processo contínuo

ISO Day – Um dia inteiro dedicado à Gestão

A gestão de riscos é um processo contínuo, sujeito a atualizações, e não termina com a identificação inicial dos riscos. Ele deve possuir um bom plano de ação e todos da equipe devem estar alinhados a ele para que não haja surpresas nem problemas no meio do caminho. Por isso a noção de compliance se torna muito importante quando se fala de gestão de riscos.

Compliance é uma derivação do verbo “to comply”, o que traduzindo do inglês significa estar de acordo com um conjunto de regras, instruções internas. Ou seja, compliance é a consequência de uma organização cumprir as suas obrigações, incorporando-o na cultura da organização e no comportamento e atitude de seus colaboradores. Isso demonstra que a organização é comprometida com o cumprimento das leis pertinentes às suas atividades.

Processos com elevado nível de compliance acabam por ter resultados mais satisfatórios, porque, quando todas as pessoas comprometidas entendem o que é, qual o propósito e como colaboram com a mitigação dos riscos, os projetos se tornam mais bem desenvolvidos. Além disso, resultam em uma vantagem competitiva ante os concorrentes, bem como facilitam o acesso a linhas de crédito, valorizam a organização da empresa e fornecem melhor retorno dos investimentos aplicados.

Consequências quando não se está em Compliance

Não estar em compliance traz sérios riscos para sua organização, como por exemplo:

Sanções legais:

  • Multas pecuniárias, cujo valor pode variar de quantias irrisórias até montantes milionários;
  • Interdição de estabelecimentos;
  • Não conformidades potenciais;
  • Cassação de alvarás;
  • Embargo das atividades;
  • Dissolução compulsória da organização;
  • Responsabilização criminal.

Perda de reputação:

  • Valor da marca;
  • Valor de mercado;
  • Imagem;
  • Confiança e crédito;
  • Rating; 
  • Fuga de clientes, fornecedores e recursos humanos.

Perdas financeiras / de mercado

  • Pagamento de multas;
  • Mudanças inesperadas;
  • Problemas com fornecedores;
  • Prejuízos decorrentes da interrupção das atividades;
  • Honorários advocatícios, custas e outras despesas processuais;
  • Desvio do foco da Alta Direção;
  • Perda e suspensão de contratos e de potenciais clientes;
  • Queda de valor de mercado;
  • Perda de acesso a créditos e financiamentos;
  • Reparação dos danos causados pela desconformidade;
  • Perda de capital;
  • Recuperação judicial ou falência.

Estar em compliance significa identificar e definir as estratégias de monitoramento que serão aplicadas. Toda a aplicação do conceito começa pelo planejamento prévio do que necessita ser corrigido, bem como a definição de como será feito o monitoramento da aplicação das alterações, para que não haja uma não-conformidade entre aquilo que está determinado na normativa, e o que é praticado.

E não é só isso. Estar em compliance não é apenas seguir as normas e procedimentos ao direcionar as atribuições e responsabilidades de cada departamento.

É preciso que haja um entendimento coletivo do que está sendo cobrado por cada um deles, bem como estar aberto a sugestões que possam melhorar as atividades, sempre mantendo como objetivo final a melhora dos índices de eficiência e de eficácia.

Todo esse conjunto de decisões deve ser pautado pela confiabilidade e clareza na comunicação, item necessário para que as informações circulantes como normativas sejam entendidas por todos.

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