Como implementar um Sistema de Gestão de Risco e de Compliance
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Qual é a importância do gerenciamento de riscos?

A gestão de riscos nada mais é do que a identificação, planejamento, administração e controle de todos os recursos de uma empresa (sejam eles materiais, processuais ou humanos), e tem como objetivo auxiliar o processo de tomada de decisão dos gestores, amenizar os efeitos das incertezas e ainda ajudar a vislumbrar oportunidades que possam levar ao crescimento dos negócios.

Compreendendo o gerenciamento de seus riscos

Eis que chega em suas mãos um convite para acampar numa região erma e desconhecida. Bem… Sabendo das possíveis dificuldades do local, você certamente vai pensar em todos os problemas que possam acontecer lá, e por isso vai se preparar para cada um deles.

Então você vai preparar sua mochila. Em sua mochila haverá um fogareiro, estoque de água e comida, repelente contra insetos, pilhas extras para o walkie-talkie, um power bank para o celular (caso haja sinal), lanterna, canivete, curativos, medicamentos, roupas… Cada item a ser levado será baseado em sua suposição de possíveis percalços numa região desconhecida. Quanto mais preparado estiver, menos problemas você terá.

Ora. Tudo aquilo em sua mochila nada mais é do que uma representação de sua cautela, afinal você pode estar sujeito algum tipo de risco ou imprevisto estando numa região erma, não é? Sendo assim, nada mais lógico do que tentar prever tudo o que será necessário para tornar sua aventura inesquecível — positivamente inesquecível, é bom lembrar.

Agora imagine-se no conforto de seu escritório. O ar-condicionado está ligado, há uma copa logo ali para se beber um café fresquinho, os banheiros estão limpos e prontos para uso, sua cadeira é confortável, o celular pode ser usado para pedir comida a qualquer momento… Você precisaria levar sua mochila de acampamento lotada de apetrechos nesse ambiente? Obviamente não. Mas talvez devesse. Só que a mochila não precisará conter fogareiros ou pilhas. É uma mochila diferente, que estará carregando um pacote chamado “gestão de riscos”. 

Qual a realidade de algumas empresas?

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Sabe-se que nenhuma empresa está segura, ou seja, os riscos sempre estiveram presentes nas organizações e, de certa forma, fazem parte do jogo — é impossível se ver, totalmente, livre deles.

Uma estratégia de gestão de riscos permite que você identifique os pontos fortes e fracos de sua empresa, as possíveis ameaças e até mesmo as oportunidades (os chamados “riscos positivos”). Além disso, o tratamento de riscos ainda é capaz de gerar outros benefícios, tais como:

  • Agregar valor ao negócio.
  • Proteger o ambiente institucional.
  • Facilitar a tomada de decisões em todos os níveis hierárquicos.
  • Abordar e tratar incertezas (as quais incluem oscilações do mercado).
  • Valorizar o capital humano e intelectual dos colaboradores.
  • Permitir o processo de melhoria contínua em todos os processos da organização.
  • Gerar oportunidades.

O gerenciamento de riscos é composto por seis fases básicas

O gerenciamento de riscos é composto por seis fases básicas
Gestão de Risco: Os Princípios e Diretrizes da ISO 31000

1 – Planejamento: nessa fase, os gestores devem estabelecer o objetivo do gerenciamento dos riscos, detalhando também os departamentos que estarão envolvidos, suas atividades e seus respectivos responsáveis.

2 – Identificação de riscos: esse o momento de definir os principais riscos que podem afetar sua empresa, bem como suas características (e aí entram tanto ameaças quanto oportunidades).

3 – Análise qualitativa de riscos: depois que os riscos são identificados, eles devem ser classificados em grau de exposição e possibilidade de ocorrência. Obviamente os riscos com maior probabilidade de ocorrer e que afetam a empresa mais drasticamente devem ser tratados primeiro.

4 – Análise quantitativa de riscos: é o momento de efetuar uma análise numérica do efeito dos riscos, gerando relatórios com dados sólidos.

5 – Respostas: todo risco deve ser tratado, sem exceção, seja ele negativo ou positivo. A empresa deve elaborar uma resposta para cada um.

6 – Monitoramento: os riscos devem ser monitorados constantemente para que não saiam do controle. Além disso, a fase de monitoramento também vai auxiliar na reclassificação de probabilidade ou intensidade de um risco.

É importantíssimo que em todas as fases todos os funcionários sejam envolvidos na gestão de riscos. Sem uma conscientização geral, a empresa continuará sujeita a riscos e perigos, e alguns deles podem até mesmo colocar em xeque a segurança do negócio.

Posicionamento da Organização

A empresa deve estar sempre aberta à comunicação, ouvindo seus colaboradores com sinceridade, sem pensar pelo lado da punição caso sejam expostas muitas “verdades”.

Caso a empresa não possua experiência em gerenciamento de riscos ou queira se guiar a partir de padrões reconhecidos internacionalmente, pode recorrer à ISO 31000, norma certificadora criada em 2009 cujo objetivo é fornecer um padrão para a implementação de um gerenciamento de riscos em qualquer organização, independentemente de seu tamanho ou segmento.

Dicas para gerenciar seus riscos

Nenhuma empresa precisa se expor a riscos desnecessariamente — e apenas recentemente tem havido uma compreensão mais significativa sobre a importância da gestão de riscos. Medir riscos é essencial e estratégico; ignorar os riscos ou realizar o gerenciamento deles de maneira inadequada pode não apenas afetar seriamente uma organização, como também mitigar seu futuro.

Que tal preparar sua mochila? Conheça mais sobre os serviços e produtos da Área Técnica da Verde Ghaia, especializada em Gestão de Riscos, Análise de Risco Jurídico, Due Diligence, Pareceres, Seguro Ambiental, dentre outros.

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Se o Risco é intrínseco, por que há empresas que não se preocupam?

Módulo GRC: controle suas leis e reduza os riscos do seu negócio.

O gerenciamento de riscos numa organização consiste na identificação, planejamento, administração e controle de seus recursos, que tanto podem ser tanto materiais quanto processuais e humanos.

O objetivo do gerenciamento de riscos é minimizar ao máximo os riscos negativos — aqueles que podem trazer prejuízos — e tirar proveito dos riscos positivos — as chamadas oportunidades.

Breve perspectiva sobre a Gestão de Riscos

De maneira geral, a gestão de riscos precisa proteger a empresa das oscilações do mercado — as quais podem incluir fatores de natureza política do país, instabilidade econômica, eventos sociais e tecnológicos — e também auxiliar o gestor nas tomadas de decisão.

Quando Steve Jobs revelou o iPad, em 2010, muitos julgaram o lançamento uma aposta de altíssimo risco — afinal outras empresas já tinham tentado lançar produtos com a mesma dinâmica, e falharam. Hoje sabemos que o iPad é extremamente popular. Mas, é claro que Jobs não lançou seu produto a esmo, acreditando apenas em sorte ou intuição. Certamente houve um bom gerenciamento de riscos, abrangendo todos os conceitos que diziam respeito ao iPad — desde sua concepção até o monitoramento de sua recepção no mercado.

Mas obviamente este caso é só um exemplo muito pequeno dentro de um panorama imenso. O gerenciamento de riscos é muito, muito maior do que a mera escolha do momento certo para lançar uma inovação tecnológica, como neste exemplo da Apple.

Há Riscos em qualquer lugar

Uma boa gestão de riscos deve englobar questões trabalhistas, ambientais, sanitárias, concorrenciais e até mesmo de crimes financeiros. Decisões erradas podem fazer uma empresa ser penalizada com multas, prejuízos, acidentes com pessoal e até perda de reputação perante fornecedores e clientes.

Por aí, já percebemos que o gerenciamento de risco pode ser um processo um tanto árduo e complicado de se montar, não é mesmo? Porque, além de tudo, ainda envolve o mapeamento de eventos que ainda estão por acontecer (e que talvez nem mesmo venham a ocorrer, mas que nem por isso devem ser ignorados).

A gestão de riscos também envolve uma análise profunda dos processos internos de sua empresa. Quando você conhece os desafios a serem enfrentados e aplica as estratégias certas para lidar com os riscos, a liderança é exercida sob menos surpresas e o gestor se torna capaz de realizar planejamentos mais eficientes, descartando burocracias desnecessárias, impulsionando resultados e melhorando o relacionamento entre todas as partes interessadas.

Sendo assim, para dar conta de uma análise tão complexa, o ideal é recorrer a uma ferramenta que possa auxiliar a organização ao máximo, e que ofereça resultados realmente sólidos e confiáveis.

Módulo GRC: análise de processos internos

Para o gerenciamento de riscos, a Verde Ghaia possui o Módulo GRC (Governança, Risco e Compliance), módulo do sistema SOGI desenvolvido com base na ISO 31000, norma responsável por fornecer padrões para a implementação de um sistema de gerenciamento de riscos em qualquer tipo de organização.

Ao adotar o Módulo GRC, a empresa já se torna forte candidata a conquistar o selo ISO 31000, pois estará seguindo os melhores padrões para gerenciamento de riscos, incluindo requisitos legais reconhecidos internacionalmente.

O Módulo GRC possui funcionalidades muito específicas, que aprimoram totalmente o sistema de gerenciamento de riscos, organizando todas as suas fases.

Conheça algumas funcionalidades

  • O módulo GRC aponta se os riscos e oportunidades da empresa são significativos, e permite a criação de ações preventivas, corretivas e emergenciais personalizadas para cada risco identificado.
  • Cada ação terá um campo na interface onde será registrado o nome do responsável por ela, bem como o prazo dentro do qual deverá ser cumprida.
  • O sistema gera relatórios e gráficos gerenciais, classificando a origem e a severidade de todos os riscos e das oportunidades, e também aponta a probabilidade de ocorrência de cada um deles. Isso facilita a visualização dos dados e oferece respostas prontas para diversos questionamentos que o gestor possa vir a ter. A avaliação é realizada através de métodos quantitativos personalizados (como FMEA e Matriz de Risco).
  • Os usuários podem receber notificações sobre todos os prazos e ações, as quais serão enviadas por e-mail e também ficarão disponíveis no painel de pendências do sistema. Os avisos também abrangem prazos legais, evitando assim que a empresa tenha problemas pelo não atendimento à legislação.

Como Módulo GRC, a empresa vai conseguir identificar seus riscos, priorizá-los, determinar tudo o que é mais relevante para seu negócio e ainda identificar as melhores áreas para investimento de seu orçamento.

Risco é intrínseco, faça Gestão de Riscos!

É fundamental que os gestores compreendam que o risco é intrínseco a qualquer atividade, independentemente de seu ramo ou tamanho, por isso o gerenciamento de riscos é essencial em toda organização. Sempre que uma empresa monitora seus riscos, ela cria um cenário mais favorável para si, pois consegue prever boa parte dos problemas e também identificar os melhores momentos para investir ou alavancar seus negócios.

A gestão de risco, quando bem executada, agrega valor ao negócio, facilita a tomada de decisões em todos os níveis hierárquicos, valoriza o capital humano e intelectual dos colaboradores e permite um processo de melhoria contínua em todos os processos da organização.


Como tornar a sua Gestão de Riscos mais eficiente?

Se você usa por exemplo planilhas de Excel para fazer a gestão de riscos para sua empresa, a chance de encontrar muitos problemas no meio do caminho é muito grande. Provavelmente algo pode passar despercebido e comprometer toda a análise final e assim prejudicar a tomada de decisão sobre o que corrigir.

Como tornar a sua Gestão de Riscos mais eficiente?

Uma planilha de Excel pode ser também corrompida, e todo o seu trabalho pode ter sido desperdiçado, tendo que fazer tudo novamente. Perceba quanto tempo perdido com retrabalho que você tem.

Gestão com base em Indicadores de Conformidade

Hoje é possível melhorar seus resultados com base em indicadores em conformidade às necessidades da organização sem ter muito trabalho e nem precisar de muita capacitação para tanto. Ao mesmo tempo, você pode agilizar seus processos internos e gerenciar suas demandas de forma rápida e ágil, reduzindo, significativamente, seu tempo.

Você será eficaz, diminuindo as chances de erros, possuindo uma mentalidade de riscos para transformá-los em oportunidades, e prevenindo ações em vez de remediá-las. Sem dúvida, vai se destacar entre tantas outras empresas, gerando resultados e contribuindo para o crescimento da organização.

Como isso é possível? Através do SOGI, o mais moderno software online de gestão integrada da Verde Ghaia, que possui um Módulo exclusivo desenvolvido especialmente para te ajudar no gerenciamento de riscos e oportunidades de seu negócio: o Módulo GRC – Governança, Risco e Compliance.

Buscar especialistas é essencial para gerir os riscos de maneira eficaz e a Verde Ghaia tem experiência de mais de 20 anos no mercado de assessoria em Gestão Integrada, especializada nas áreas de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho, Responsabilidade Social, Qualidade, Segurança de Alimentos, Sustentabilidade e Mudanças Climáticas.

A Verde Ghaia possui mais de 2 mil clientes dos mais diversos segmentos, atuando no Brasil e no exterior, e conta com consultores especializados que trabalham com o que há de mais moderno em sistemas de gestão.

Quer saber mais? Entre em contato conosco para começar agora mesmo a ter todas as vantagens de uma gestão de riscos eficaz.

Como evitar os Riscos e ainda conseguir medir, reduzir e mitigá-los?

Quando se tem conhecimento dos tipos de riscos que podem acontecer em seu negócio, fica mais fácil de evitá-los e agir de maneira a preveni-los antes que aconteça. E então entra a gestão de riscos.

Gestão de riscos é “o processo pelo qual o risco é medido ou estimado e as estratégias são desenvolvidas para evitá-lo, reduzi-lo ou mitigá-lo”.

Através da gestão de riscos você lida com as incertezas e com a probabilidade da ocorrência de um dano e suas consequências, avaliando-as para que as melhores decisões possam ser tomadas de forma antecipativa e preventiva, priorizando riscos que são mais prováveis que aconteçam ou os mais graves.

Agindo dessa maneira você vai conhecer, antes, quais medidas tomar para que o risco seja evitado ou minimizado, e também quais os custos para isso.

Gestão de Riscos: processo contínuo

ISO Day – Um dia inteiro dedicado à Gestão

A gestão de riscos é um processo contínuo, sujeito a atualizações, e não termina com a identificação inicial dos riscos. Ele deve possuir um bom plano de ação e todos da equipe devem estar alinhados a ele para que não haja surpresas nem problemas no meio do caminho. Por isso a noção de compliance se torna muito importante quando se fala de gestão de riscos.

Compliance é uma derivação do verbo “to comply”, o que traduzindo do inglês significa estar de acordo com um conjunto de regras, instruções internas. Ou seja, compliance é a consequência de uma organização cumprir as suas obrigações, incorporando-o na cultura da organização e no comportamento e atitude de seus colaboradores. Isso demonstra que a organização é comprometida com o cumprimento das leis pertinentes às suas atividades.

Processos com elevado nível de compliance acabam por ter resultados mais satisfatórios, porque, quando todas as pessoas comprometidas entendem o que é, qual o propósito e como colaboram com a mitigação dos riscos, os projetos se tornam mais bem desenvolvidos. Além disso, resultam em uma vantagem competitiva ante os concorrentes, bem como facilitam o acesso a linhas de crédito, valorizam a organização da empresa e fornecem melhor retorno dos investimentos aplicados.

Consequências quando não se está em Compliance

Não estar em compliance traz sérios riscos para sua organização, como por exemplo:

Sanções legais:

  • Multas pecuniárias, cujo valor pode variar de quantias irrisórias até montantes milionários;
  • Interdição de estabelecimentos;
  • Não conformidades potenciais;
  • Cassação de alvarás;
  • Embargo das atividades;
  • Dissolução compulsória da organização;
  • Responsabilização criminal.

Perda de reputação:

  • Valor da marca;
  • Valor de mercado;
  • Imagem;
  • Confiança e crédito;
  • Rating; 
  • Fuga de clientes, fornecedores e recursos humanos.

Perdas financeiras / de mercado

  • Pagamento de multas;
  • Mudanças inesperadas;
  • Problemas com fornecedores;
  • Prejuízos decorrentes da interrupção das atividades;
  • Honorários advocatícios, custas e outras despesas processuais;
  • Desvio do foco da Alta Direção;
  • Perda e suspensão de contratos e de potenciais clientes;
  • Queda de valor de mercado;
  • Perda de acesso a créditos e financiamentos;
  • Reparação dos danos causados pela desconformidade;
  • Perda de capital;
  • Recuperação judicial ou falência.

Estar em compliance significa identificar e definir as estratégias de monitoramento que serão aplicadas. Toda a aplicação do conceito começa pelo planejamento prévio do que necessita ser corrigido, bem como a definição de como será feito o monitoramento da aplicação das alterações, para que não haja uma não-conformidade entre aquilo que está determinado na normativa, e o que é praticado.

E não é só isso. Estar em compliance não é apenas seguir as normas e procedimentos ao direcionar as atribuições e responsabilidades de cada departamento.

É preciso que haja um entendimento coletivo do que está sendo cobrado por cada um deles, bem como estar aberto a sugestões que possam melhorar as atividades, sempre mantendo como objetivo final a melhora dos índices de eficiência e de eficácia.

Todo esse conjunto de decisões deve ser pautado pela confiabilidade e clareza na comunicação, item necessário para que as informações circulantes como normativas sejam entendidas por todos.

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