Compliance Ambiental aliado a tecnologia da informação
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A inteligência artificial aliada ao compliance ambiental

O mundo já vive os impactos da revolução digital. Big Data, IoT, transporte autônomo, Inteligência artificial (IA), machine learning, biotecnologia, genoma. Ao mesmo tempo em que tudo é feito para ser hiper conectado e acabar com as fronteiras de tempo e espaço, insistimos em burocratizar o que deveria ser simples, dificultando o que veio para facilitar.

A legislação ambiental brasileira, por exemplo, dá a impressão de que ainda navega em meados do século passado, sendo controlada por fax, carimbos e protocolos. Os órgãos ambientais ainda batem cabeça nas pilhas de atos administrativos, no planejamento de atividades e nos altos custos operacionais em sua gestão. E as empresas encontram enorme dificuldade em se manterem em compliance ambiental.

Tudo isso sem contar a enorme quantidade de papeis que se acumulam desnecessariamente nos dias de hoje. Até existe uma recente mudança na escolha por assinaturas digitais, mas quando se trata de legislação, a gestão “mais arcaica” ainda predomina.

Gestão ambiental: administração arcaica

Isso é espantoso, porque em tempos de blockchain ainda vemos um Brasil que administra toda a sua gestão ambiental de forma antiquada e com uma grande crença limitante na qual o progresso e o meio ambiente são inimigos. E sabemos que não é, até porque na busca pelo desenvolvimento econômico e social do país deveria ser incorporada uma visão mais clara da gestão ambiental incluindo, mas não se limitando, o incentivo à valoração ambiental, à inovação e à gestão de riscos ambientais.

Na maioria dos Estados brasileiros não existe automação no fluxo de processos administrativos ambientais e nem a padronização de documentos, mas existem sistemas de levantamento de indicadores de gestão ambiental.

E aqui reside um grande problema: nem todos os sistemas utilizam ferramentas tecnológicas no gerenciamento desses indicadores, embora reconheçam ser fundamental manter uma gestão adequada desses dados como já é feito na União Europeia, Canadá e tantos outros países.

Sem isso, não há dados. E os órgãos de controle, como por exemplo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), sabem que sem dados não se decide nada. Por isso que fiscalizar ou administrar as questões ambientais com certeza não é uma tarefa fácil para ninguém.

Gerenciar processos ambientais requer investir em tecnologia

Mas, na rotina de um órgão de controle ambiental, gerenciar processos de contaminação de solo, erosão, contaminação de águas, assoreamento de corpos hídricos, deterioração da qualidade das águas, danos à fauna, danos a ictiofauna, acidentes ambientais, queimadas, danos a flora, patrimônio histórico e tantos outros impactos, é uma constante e cada vez há mais exigências.

Veja por exemplo estes números. Hoje o número de leis ambientais e integradas do Brasil de origem federal, estadual e municipal e NBR reais são 11.415 leis federais, 22.711 leis estaduais, 28.537 leis municipais e 157 NBRs. A média mensal de novas leis ambientais que surgem é de 57 federais, 114 estaduais, 144 municipais e 2 NBR.

Agora imagine que tudo isso ainda é controlado por papel, por protocolos, por dados descentralizados e desconexos com a realidade do mundo.

E assim temos um empresário que, na hora de licenciar seu empreendimento, sofre com a ignorância de todos e com todas as dificuldades aqui apresentadas e fica desnorteado pelo arcabouço de leis que o rodeia. Para ilustrar o que estou dizendo, vamos imaginar que uma mineradora queira se instalar no estado de Minas Gerais, no município de Paracatu. Neste caso, estamos falando em ter que atender:

  • 447 leis federais
  • 187 leis estaduais
  • 14 leis municipais
  • 68 normas técnicas
  • 4.655 obrigações derivadas da legislação aplicável.

Rito de licenciamento ambiental

É muita coisa, não é mesmo? Isso porque nem estou contabilizando o fato dessa empresa ter que passar por todo o rito de licenciamento ambiental, que demanda profissionais qualificados, tempo e paciência.

Todo esse processo é controlado no braço. Papel e mais papel enviados para os órgãos de controle: IBAMA, Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM), Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), bombeiros, etc…. E ninguém fala com ninguém.

É tudo desconexo, é tudo descentralizado, é tudo arcaico demais. Com todo esse cenário, pode-se se dizer que a visão que qualquer empreendedor tem é de que tudo não passa de uma equação impossível de ser resolvida.

Mas não é. Vivemos na era digital e tecnológica e é essa a resposta para a equação. E é aí que entra a Verde Ghaia com sua expertise em monitoramento de legislações aplicáveis e sua metodologia própria para captação e interpretação de legislações em tempo real. O seu controle de banco de dados de legislações de todo o Brasil e seu serviço de inteligência na interpretação legal, sendo feito 24 horas por dia utilizando Big Data é fundamental.

LIA: inteligência Artificial para legislação

Por isso nasceu a LIA, sua plataforma de inteligência artificial. Além de identificar toda a legislação aplicável a qualquer ramo de atividade, ela consegue também dar respostas seguras sobre compliance ambiental, tais como custos preventivos, corretivos e preditivos para o cumprimento da legislação ambiental.

E para os órgãos de controle o papel da LIA vai muito mais além, dando uma visão mais clara da potencialidade de consolidação de leis com obrigações identificadas, facilitando o controle e as fiscalizações. Resumindo em poucas palavras, é como realizar o sonho de ter uma visão 360º da estrutura ambiental de um estado. Ou ainda ter uma gestão eficiente orientada para resultados, contar com modernização tecnológica, regulação responsiva e gerenciamento adequado da informação.

Tudo isso é possível, sim! Com a LIA tornou-se possível.

Com a LIA é possível analisar a evolução da saúde ambiental de um país, de um estado e até de um município. É poder dar respostas seguras sobre potenciais riscos de contaminação por novas atividades industriais, ter acompanhamento sobre a sustentabilidade de uma empresa com base no monitoramento eficiente de suas emissões, efluentes e resíduos.

Optar pela LIA é fazer a escolha de usar a inteligência artificial como aliada do compliance ambiental de uma organização, se antecipando aos riscos e quando preciso resolvendo problemas de forma mais rápida e mais eficiente.

Temos que evoluir nas questões ambientais e, com certeza, a Verde Ghaia pode ajudar e muito os órgãos de controle ambientais bem como todas as organizações em seu processo de evolução tecnológica.

Vamos parar de só assistir à evolução do mundo e vamos começar a ser a própria evolução.


Deivison Pedroza, Fundador e CEO do Grupo Verde Ghaia

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